Converter Linha Digitável em Código de Barras
Converta nos dois sentidos, valide cada dígito verificador e leia banco, valor e vencimento do boleto.
Cole o número do boleto para começar
A conversão, a conferência dos dígitos verificadores e a leitura dos dados acontecem no seu dispositivo. Nenhum número sai daqui.
Linha digitável
Código de barras · 44 dígitos
Dígitos verificadores
Dados embutidos no número
O que é a linha digitável e o que é o código de barras
Todo boleto brasileiro carrega o mesmo dado duas vezes. O código de barras impresso tem 44 dígitos e é o que o leitor óptico do caixa enxerga. A linha digitável, aquela sequência com pontos e espaços logo acima das barras, tem 47 dígitos no boleto bancário e 48 na conta de consumo ou tributo, e existe justamente para quando o código de barras está amassado, apagado ou longe do leitor. Os dois carregam a mesma informação, mas não são o mesmo número: os pedaços trocam de lugar e a linha digitável ganha dígitos verificadores que o código de barras não tem.
É por isso que apagar os dígitos verificadores da linha não devolve o código de barras. A conversão exige reordenar os campos exatamente como o layout da FEBRABAN manda. O código do banco e a moeda saem do começo da linha, o campo livre está partido em três pedaços espalhados, e o fator de vencimento e o valor ficam guardados no fim. A ferramenta faz essa reorganização nos dois sentidos, recalcula cada dígito verificador e diz qual deles falhou quando algum não bate, em vez de só dizer "inválido".
Ela também abre o número. Do código de barras saem o banco emissor pelo código COMPE, a moeda, o valor em reais, a data de vencimento escondida no fator de quatro dígitos e as 25 posições do campo livre que cada banco preenche do seu jeito. Nada disso sai do seu navegador, porque a conversão é aritmética pura e acontece no seu próprio aparelho. Nenhum número de boleto é enviado para servidor nenhum. Nem para o nosso.
Como funciona a conversão
- Cole a linha digitável do boleto ou o código de barras no campo. Pode colar com pontos, espaços e hífens, porque a pontuação é limpa sozinha.
- A ferramenta reconhece o formato pelo tamanho: 44 dígitos é código de barras, 47 é boleto bancário e 48 é conta de consumo, tributo ou multa, que sempre começa com 8.
- Os campos são reordenados conforme o layout da FEBRABAN e a conversão no outro sentido aparece formatada no padrão, pronta para copiar.
- Cada dígito verificador é recalculado e conferido separadamente. Os campos 1, 2 e 3 do boleto bancário vão por módulo 10, o dígito geral vai por módulo 11, e os quatro blocos das contas de consumo seguem o módulo que o identificador de valor mandar usar.
- Os dados guardados no número aparecem logo abaixo: banco emissor, moeda, valor, vencimento e campo livre. Nas contas de consumo saem também o segmento e a identificação da empresa ou do órgão.
- O código de barras é desenhado na tela no padrão Intercalado 2 de 5, o mesmo que sai impresso no boleto, para conferência visual.
Para que serve
- Conferir o boleto antes de pagar Cole a linha digitável e veja se o banco emissor, o valor e o vencimento batem com o que o boleto diz na frente. Se algum dígito foi trocado no caminho, na cópia, no e-mail ou na digitação, pelo menos um verificador não fecha, e a ferramenta mostra qual.
- Digitar boleto com o código de barras ilegível Quando o código de barras está amassado, borrado ou cortado, a linha digitável é o caminho. Converta um no outro para descobrir o que o leitor deveria ter lido, ou confirme que os dígitos que você conseguiu enxergar formam um número consistente.
- Integração de sistema e conferência de arquivo CNAB Quem gera boleto em ERP, gateway de pagamento ou arquivo de remessa precisa validar o que saiu. Compare o código de barras que o seu sistema montou com a linha digitável correspondente e confira o dígito geral antes de mandar a remessa para o banco.
- Conferência contábil e conciliação Ao conferir uma pilha de comprovantes, tirar banco, valor e vencimento direto do número é mais rápido e mais confiável que abrir cada PDF. Serve também para achar o lançamento cujo valor divergiu do que estava gravado no código de barras.
Perguntas frequentes
A ferramenta diz se o boleto foi pago, se está vencido ou se é falso?
Não, e é melhor deixar isso bem claro. Ela não consulta banco nenhum, não acessa a base centralizada de boletos e não tem como saber se aquele documento existe, se já foi quitado ou quem é o beneficiário. Ela só decodifica o número: confere se os dígitos verificadores fecham entre si e traduz os campos que estão ali dentro. Um boleto falso bem feito tem dígitos verificadores corretos e passa aqui sem reclamação, porque o cálculo é público e qualquer um consegue fazer. Para saber se um boleto é legítimo, veja se o banco emissor e o valor batem com quem cobrou e consulte o seu banco antes de pagar.
Dá para atualizar um boleto vencido ou emitir a segunda via pela linha digitável?
Não. Atualizar boleto vencido e emitir segunda via são operações que só o banco emissor ou o beneficiário conseguem fazer, porque envolvem recalcular juros e multa e registrar o boleto novo. Nenhum site consegue isso a partir do número, e quem promete está mentindo ou coletando os seus dados. O que a ferramenta faz é ler o vencimento e o valor gravados no número, o que já ajuda a saber há quanto tempo o boleto está vencido antes de você procurar o emissor.
Por que o boleto do banco tem 47 dígitos e a conta de luz tem 48?
São dois padrões diferentes da FEBRABAN. O boleto bancário de cobrança tem linha digitável de 47 dígitos, organizada em cinco campos, e sempre começa com o código de três dígitos do banco emissor. A arrecadação, que cobre água, energia, gás, telefone, tributos, multas de trânsito e carnês, usa 48 dígitos em quatro blocos de onze mais um dígito verificador cada, e sempre começa com 8. Os dois viram um código de barras de 44 dígitos, mas a estrutura interna e as regras de cálculo são distintas, e é por isso que muita ferramenta só funciona com um dos dois.
Qual é a diferença entre módulo 10 e módulo 11 nos dígitos verificadores?
São duas fórmulas de conferência. O módulo 10 multiplica os algarismos alternadamente por 2 e 1, da direita para a esquerda, e soma os algarismos de cada produto. O módulo 11 usa pesos de 2 a 9 em ciclo e soma os produtos inteiros. No boleto bancário, os dígitos dos campos 1, 2 e 3 da linha digitável são módulo 10 e o dígito geral do código de barras é módulo 11. Nas contas de consumo, quem manda é a terceira posição do código de barras: os identificadores 6 e 7 pedem módulo 10 e os identificadores 8 e 9 pedem módulo 11, tanto no dígito geral quanto nos quatro blocos. Errar essa escolha é o motivo mais comum de uma ferramenta recusar uma conta de água perfeitamente válida.
O que é o fator de vencimento e por que ele mudou em 2025?
O vencimento não é gravado como data no boleto. São quatro dígitos que contam quantos dias se passaram desde 7 de outubro de 1997. O fator 1000 corresponde a 3 de julho de 2000 e cada dia soma um. Como só cabem quatro dígitos, a contagem chegou ao teto de 9999 em 21 de fevereiro de 2025 e, conforme o comunicado FB-009/2023 da FEBRABAN, voltou para 1000 em 22 de fevereiro de 2025. O mesmo número de quatro dígitos passou a ter duas leituras possíveis, e ferramenta que ignora o reinício devolve data do ano 2000 para boleto recente. Aqui o caso é tratado: mostramos a leitura que cai na janela que os bancos aceitam para pagamento, de até 3.000 fatores para trás e 5.500 para a frente em relação a hoje, e informamos junto qual seria a outra interpretação.
O boleto mostra valor zerado. Isso é erro?
Não necessariamente. O campo de valor pode vir preenchido com zeros de propósito, e a norma prevê isso: significa que o valor será definido no momento do pagamento, no caixa ou no aplicativo. É comum em boleto de doação, em conta de consumo com valor apurado no ato e em tributo com juros e multa calculados no dia. A ferramenta identifica esse caso e avisa, em vez de mostrar R$ 0,00 como se fosse o valor cobrado. Nas contas de consumo existe ainda um segundo caso: quando o identificador de valor é 7 ou 9, aquele campo não é dinheiro, e sim quantidade de moeda ou um valor a ser reajustado por um índice.
Meus dados de boleto são enviados para algum servidor?
Não. A conversão inteira é aritmética feita dentro do seu navegador, sem nenhuma chamada de rede. Dá para confirmar: abra as ferramentas de desenvolvedor, vá até a aba de rede e cole um boleto. Não vai existir requisição nenhuma. Isso importa porque a linha digitável identifica o banco, o valor e, pelo campo livre, muitas vezes a sua conta na empresa que cobrou. A ferramenta é gratuita, não exige cadastro e não tem limite de conversões.
Funciona com boleto do Bradesco, Itaú, Banco do Brasil, Santander, Sicredi e Sicoob?
Funciona com qualquer boleto emitido no padrão FEBRABAN, o que inclui todos esses e também Caixa, Nubank, Inter, C6, Banrisul, BRB, Safra, Banestes, Banco do Nordeste, Mercantil e dezenas de outros. O código de três dígitos no começo do número é o COMPE, o mesmo cadastro que o Banco Central publica, e a ferramenta traduz esse código no nome da instituição. O campo livre de 25 posições varia de banco para banco, porque cada um guarda ali agência, conta, carteira e nosso número do seu jeito, então esse trecho aparece cru, sem interpretação. Não existe regra única para lê-lo.
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Fontes
Os limites e formatos aplicados por esta ferramenta vêm das especificações oficiais abaixo, não de terceiros:
- FEBRABAN, Layout Padrão de Arrecadação e Recebimento com Código de Barras Norma da linha digitável de 48 dígitos: as 44 posições do código de barras, a tabela de segmentos e o identificador de valor da 3ª posição, que decide entre módulo 10 e módulo 11.
- FEBRABAN, versão anterior do mesmo layout, com as fórmulas numéricas detalhadas Traz os exemplos de cálculo passo a passo do dígito módulo 10 e módulo 11, inclusive a regra de que resto 0 ou 1 gera dígito 0 e resto 10 gera dígito 1 na arrecadação. Foi contra estes exemplos que os testes desta ferramenta foram escritos.
- Itaú Unibanco, Manual de Cobrança CNAB 400 Anexos 2, 3 e 6: cálculo do dígito verificador do código de barras por módulo 11, montagem da linha digitável de 47 dígitos e a tabela do fator de vencimento, com o retorno de 9999 para 1000 em 22/02/2025 e a janela de 3.000 fatores no passado e 5.500 no futuro.
- Banco Central do Brasil, participantes do STR e códigos das instituições Cadastro oficial de onde vêm os códigos COMPE de três dígitos que a ferramenta usa para nomear o banco emissor: 237 é Bradesco, 341 é Itaú, 001 é Banco do Brasil, 033 é Santander, 748 é Sicredi e 756 é Sicoob.
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