Escrever por Extenso: Número, Valor e Data
Escreva números, valores em reais, datas e ordinais por extenso no padrão brasileiro.
Por extenso
O que é escrever por extenso
Escrever por extenso é grafar um número com palavras em vez de algarismos: 1.234 vira “mil, duzentos e trinta e quatro”. A exigência aparece sempre que o documento precisa resistir a adulteração, porque algarismo se altera com uma canetada e palavra não. Por isso o cheque, o contrato, o recibo e a nota promissória trazem o valor duas vezes, em número e por extenso.
Aqui a escrita sai em quatro modos: valor em dinheiro, com a concordância de “real” e “centavo”, número inteiro puro, data completa e ordinal. Tudo em português do Brasil, o que não é detalhe. Em Portugal se escreve “dezasseis” e “mil milhões”, e aqui se escreve “dezesseis” e “um bilhão”. Boa parte do que aparece numa busca vem de site português e devolve a forma errada para um documento brasileiro.
Toda a escrita acontece dentro do seu navegador, sem envio de dados. O valor do seu contrato, o número da sua conta e a data do seu documento não saem do aparelho. Nem para o nosso servidor. A ferramenta é gratuita nos quatro modos, não pede cadastro e não tem limite de uso.
Como funciona a conversão
- Escolha a aba do que você precisa escrever: valor em dinheiro, número, data ou ordinal. A de valor já abre selecionada, porque é a que mais gente procura.
- Digite o valor. No modo dinheiro basta teclar os números, porque a máscara coloca o ponto de milhar e a vírgula dos centavos sozinha, como no internet banking. No modo data, use o seletor de calendário.
- O resultado aparece por extenso a cada tecla, em letra grande, sem precisar apertar botão nenhum de converter.
- Nos modos data e ordinal, ajuste as opções: formato de documento (“São Paulo, 28 de julho de 2026”), formato de contrato (“aos vinte e oito dias do mês de julho de dois mil e vinte e seis”), dia da semana e gênero do ordinal.
- Toque em Copiar e cole direto no cheque, no contrato, no recibo ou no seu editor de texto.
Para que serve
- Contrato e procuração Contrato repete o valor por extenso entre parênteses logo depois do número e abre com a data no formato de ata: “aos vinte e oito dias do mês de julho de dois mil e vinte e seis”. Os dois formatos saem prontos para colar.
- Cheque A Lei do Cheque determina que, havendo divergência entre o valor em algarismos e o valor por extenso, prevalece o que está por extenso. Escrever errado ali custa dinheiro de verdade. O campo ainda precisa ser preenchido até o fim da linha, para ninguém acrescentar nada.
- Recibo e nota promissória Recibo de pagamento, de aluguel e de sinal pedem a fórmula “recebi a quantia de R$ 1.500,00 (mil e quinhentos reais)”. A concordância de “um real” e “dois reais” e a ausência de “zero centavos” saem certas sozinhas.
- Trabalho escolar e lição de casa Exercício de “escreva por extenso os números” tropeça sempre nos mesmos casos: 100, 101, 1.000, 1.100 e 1.234. Aqui dá para conferir a resposta e entender a regra do “e” que muda de um caso para o outro.
Perguntas frequentes
Escreve-se “mil e duzentos” ou “mil duzentos”?
Depende do que vem depois do milhar. A regra do português brasileiro é usar “e” entre o milhar e o resto quando esse resto é menor que cem ou é uma centena redonda. Nos demais casos, não se usa. Então 1.030 é “mil e trinta”, 1.200 é “mil e duzentos” e 1.100 é “mil e cem”, todos com “e”. Já 1.234 é “mil, duzentos e trinta e quatro”, sem o “e” depois de mil, porque a centena não é redonda. O mesmo vale nas escalas maiores: 2.500.000 é “dois milhões e quinhentos mil”, enquanto 1.234.567 é “um milhão, duzentos e trinta e quatro mil, quinhentos e sessenta e sete”.
Quando usar “primeiro” em vez de “um” na data?
Só no dia 1 de cada mês, e sempre nele. Em português, o primeiro dia do mês é lido com ordinal: “primeiro de julho”, nunca “um de julho”. Do dia 2 em diante o numeral volta a ser cardinal: “dois de julho”, “vinte e oito de julho”. Na forma abreviada isso aparece como “1º de julho de 2026”. É a única data do mês que foge do padrão, e é o erro mais comum em contrato datado no começo do mês.
Quando é “cem” e quando é “cento”?
“Cem” é a forma isolada: 100 é “cem”, 100.000 é “cem mil” e R$ 100,00 é “cem reais”. Quando o número passa de 100 e tem resto, a forma vira “cento e”: 101 é “cento e um”, 123 é “cento e vinte e três” e 199 é “cento e noventa e nove”. Não existe “cento” sozinho nem “cem e vinte”.
Como escrever o valor em reais por extenso no cheque?
Escreva a quantia de reais seguida da palavra “reais” e, se houver troco, os centavos ligados por “e”. R$ 1.234,56 é “mil, duzentos e trinta e quatro reais e cinquenta e seis centavos”. Respeite a concordância: R$ 1,00 é “um real”, R$ 2,00 é “dois reais” e R$ 0,01 é “um centavo”. Quando não há centavos, não se escreve “e zero centavos”, então R$ 200,00 é apenas “duzentos reais”. E valor que é múltiplo exato de milhão pede a preposição: R$ 1.000.000,00 é “um milhão de reais”, não “um milhão reais”.
Como se escreve o ano por extenso?
O ano segue as mesmas regras dos números, mas sem vírgula: 2026 é “dois mil e vinte e seis”, 2000 é “dois mil”, 2010 é “dois mil e dez” e 1999 é “mil novecentos e noventa e nove”. Repare que 1999 não leva “e” depois de “mil”, porque o resto (novecentos e noventa e nove) não é centena redonda. Já 1900 é “mil e novecentos”, com “e”, porque é.
Qual a diferença entre o extenso do Brasil e o de Portugal?
São três diferenças que mudam o resultado. Os números 16, 17 e 19 são “dezesseis”, “dezessete” e “dezenove” no Brasil, e “dezasseis”, “dezassete” e “dezanove” em Portugal. A escala de 10⁹ é “um bilhão” aqui e “mil milhões” lá. E o uso do conectivo “e” entre grupos é mais restrito no padrão europeu. Esta ferramenta escreve sempre no padrão brasileiro, que é o aceito em documento, contrato e cheque emitidos no Brasil.
Como escrever ordinais como 42º por extenso?
Ordinais se juntam sem “e” entre as partes: 42º é “quadragésimo segundo”, 101º é “centésimo primeiro” e 1.234º é “milésimo ducentésimo trigésimo quarto”. O feminino troca a terminação de todas as palavras, então 42ª é “quadragésima segunda”. Vale lembrar que o símbolo º indica ordinal e obriga a leitura ordinal: 20º é “vigésimo”, não “vinte”.
Meus dados são enviados para algum servidor?
Não. A escrita por extenso é feita inteirinha pelo seu navegador, sem nenhuma requisição de rede. Valor de contrato, data e número que você digitar não saem do seu aparelho. Dá para conferir abrindo a aba de rede das ferramentas de desenvolvedor: nada é enviado enquanto você digita. Também não há cadastro nem limite de conversões.
Ferramentas relacionadas
Fontes
Os limites e formatos aplicados por esta ferramenta vêm das especificações oficiais abaixo, não de terceiros:
- Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, da Academia Brasileira de Letras Registro oficial da grafia das palavras em português do Brasil. É a referência para formas como “cinquenta” (sem trema desde o Acordo Ortográfico), “quatorze”, “catorze” e “milhão”.
- Manual de Redação da Presidência da República Padrão da redação oficial brasileira: como grafar numerais, datas e valores monetários em documento público, incluindo a forma “aos X dias do mês de Y” usada em ata e contrato.
- Lei nº 7.357/1985 (Lei do Cheque), art. 12 Determina que, feita a indicação da quantia em algarismos e por extenso, prevalece a escrita por extenso em caso de divergência. É a razão jurídica de o extenso do cheque precisar estar certo.
- Decreto nº 6.583/2008, Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa Promulga o Acordo Ortográfico no Brasil. É o ato que eliminou o trema e fixou a grafia “cinquenta”, usada por esta ferramenta ao escrever valores como R$ 1.234,56, e o que separa o padrão brasileiro do europeu na grafia dos numerais.
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