Validar CPF e CNPJ, inclusive o alfanumérico
Valide um documento ou uma coluna inteira, com o dígito verificador do CNPJ alfanumérico incluído.
A conta do módulo 11, passo a passo
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Resultado
Com máscara
Só os caracteres
O que é o CNPJ alfanumérico e o que muda na validação
Desde 31 de julho de 2026 a Receita Federal passou a emitir CNPJ com letra no meio. São as mesmas quatorze posições de sempre, na mesma máscara XX.XXX.XXX/XXXX-DD. O que mudou é que as doze primeiras, a raiz e a ordem do estabelecimento, agora aceitam qualquer letra maiúscula de A a Z além dos algarismos. As duas últimas continuam sendo só número, porque são o dígito verificador. Um CNPJ alfanumérico se parece com isto: 12.ABC.345/01DE-35.
Quem já tem CNPJ não precisa fazer nada. Nenhum número existente muda, nenhum vira alfanumérico e nada é cancelado. O formato novo vale para inscrições novas, e mesmo depois de julho a Receita continua sorteando CNPJ só de números de vez em quando. Os dois formatos convivem para sempre. O que precisa mudar são os sistemas, que têm de conseguir ler as duas formas.
A conta do dígito verificador continua sendo o módulo 11 de sempre. O truque para a letra entrar numa conta que é numérica é converter cada caractere pelo código ASCII menos 48. Assim o 0 vale 0, o 9 vale 9, o A vale 17 e o Z vale 42. Repare que para um CNPJ só de números o resultado é idêntico ao da fórmula antiga, e é por isso que uma rotina só serve para os dois formatos. Esta página usa exatamente esse cálculo, conferido contra o exemplo oficial da Receita Federal.
Como funciona a conversão
- Na aba Validar, cole o CPF ou o CNPJ. Pode vir com ponto, barra e traço ou só os caracteres, tanto faz. A ferramenta descobre sozinha qual é o documento pelo tamanho e aceita letra minúscula, que ela mesma põe em maiúscula.
- O resultado aparece na hora, sem botão de enviar. Você vê o documento com máscara e sem máscara lado a lado, prontos para copiar, e um selo dizendo se o dígito confere. Quando não confere, a mensagem diz qual seria o dígito certo daquela base.
- Na aba Dígito verificador, digite só a base, sem os dois últimos números: doze caracteres para CNPJ ou nove para CPF. Além do documento completo, aparece a tabela do módulo 11 caractere a caractere, com o valor ASCII, o peso e o produto de cada posição. É a conta inteira à mostra, para quem está reimplementando a regra em outra linguagem.
- Na aba Lote, cole a coluna inteira da planilha. Aceita um por linha e também vários na mesma linha separados por vírgula, ponto e vírgula ou tabulação. A tabela mostra linha a linha o que passou e o que não passou, e o resumo conta quantos são CPF, quantos são CNPJ, quantos são alfanuméricos e quantos estão repetidos.
- Do lote dá para copiar só os válidos, com máscara ou sem, ou baixar um CSV com o motivo de cada recusa. O arquivo já sai com a marca de codificação que o Excel brasileiro espera, então acento não vira caractere estranho.
Para que serve
- Adaptar sistema para o CNPJ alfanumérico Se o seu cadastro tem coluna numérica, máscara que só aceita dígito ou validação com expressão regular de catorze algarismos, ele vai recusar cliente novo. Use a aba do dígito verificador para conferir a sua implementação contra a conta oficial, posição por posição.
- Conferir fornecedor antes de fechar negócio Documento que não passa no dígito verificador foi digitado errado ou foi inventado. É a primeira peneira, custa dois segundos e pega erro de digitação em contrato, nota e cadastro antes de virar problema.
- Limpar base de clientes em planilha Cole a coluna de CPF e CNPJ de uma vez. Você descobre de uma tacada quantos estão inválidos, quantos estão duplicados e recebe a lista limpa de volta, com máscara ou sem, do jeito que o sistema de destino pede.
- Padronizar a máscara antes de importar Muito sistema recusa arquivo com pontuação, e outro tanto recusa sem. Aqui você troca a forma da lista inteira numa caixa de seleção e copia pronto, em vez de escrever fórmula de planilha para isso.
Perguntas frequentes
Os documentos que eu colar são enviados para algum servidor?
Não. A conta acontece inteira dentro do seu navegador, no processador do seu próprio aparelho. Nenhum caractere sai do dispositivo. Isso pesa muito aqui, porque CPF é dado pessoal protegido pela LGPD e uma lista colada costuma ser a base de clientes inteira de alguém. Dá para conferir sozinho: abra as ferramentas de desenvolvedor do navegador, vá na aba de rede e cole mil documentos. Nenhum envio vai aparecer.
É verdade que o CNPJ alfanumérico não usa as letras I, O, U, Q e F?
Não é verdade, e essa informação circula bastante. A própria Receita Federal responde isso na pergunta 45 do documento oficial de perguntas e respostas: a orientação é que os sistemas considerem todas as letras do alfabeto. O que existe é um controle interno da Receita para não gerar combinação que forme palavra ofensiva, e esse controle não é público nem deve entrar na sua rotina de validação. Se o seu código recusar alguma letra, ele vai rejeitar CNPJ que existe.
Como se calcula o dígito verificador do CNPJ alfanumérico?
É o módulo 11 de sempre, com um passo a mais na frente. Primeiro cada um dos doze caracteres da base vira um número pelo código ASCII menos 48, então 0 dá 0, 9 dá 9, A dá 17 e Z dá 42. Depois multiplica pelos pesos 5, 4, 3, 2, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, soma tudo e tira o resto da divisão por 11. O dígito é 11 menos esse resto, e vira 0 quando o resto é 0 ou 1. O segundo dígito repete a conta com a base mais o primeiro dígito, usando os pesos 6, 5, 4, 3, 2, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2. No exemplo oficial 12.ABC.345/01DE, a primeira soma dá 459 e a segunda dá 424, o que resulta em 35. A aba do dígito verificador mostra essa tabela para qualquer base que você digitar.
Meu CNPJ atual vai virar alfanumérico?
Não. A Receita Federal é explícita: quem já está inscrito continua com o mesmo número e o mesmo dígito, sem precisar pedir nada nem atualizar cadastro. O formato novo vale só para inscrições novas, inclusive filiais de empresas antigas. E mesmo depois de julho de 2026 a atribuição é aleatória, então uma inscrição nova ainda pode sair só com números. Os dois formatos convivem sem prazo para acabar.
O documento passou na validação. Quer dizer que a empresa existe?
Não. Esta página confere a matemática, não o cadastro. Um documento válido é um documento cuja conta do dígito fecha, e isso só prova que ele foi bem formado. Não diz se a inscrição foi emitida, se a empresa está ativa, baixada ou suspensa, nem de quem ela é. Para saber a situação cadastral é preciso consultar a Receita Federal, e isso exige um serviço online, coisa que uma ferramenta que roda dentro do seu navegador não faz. O que a validação pega, e pega muito bem, é erro de digitação e número inventado.
Por que 111.111.111-11 é recusado se a conta fecha?
Porque nunca foi emitido. As onze sequências de um algarismo só passam no módulo 11 por acidente aritmético, e é justamente por isso que aparecem tanto em cadastro preenchido de qualquer jeito. Todo validador sério recusa as onze, e aqui vale o mesmo para o CNPJ. Se a sua base tem várias dessas, é sinal de formulário sem validação na entrada.
O nono número do CPF diz de que estado a pessoa é?
Diz onde a inscrição foi feita, que é diferente. Esse algarismo indica a Região Fiscal da Receita Federal, e são dez regiões que agrupam estados: 8 é São Paulo, 7 é Espírito Santo e Rio de Janeiro, 6 é Minas Gerais, e assim por diante. Quem se inscreveu morando em outro estado carrega aquele número para sempre, mesmo tendo nascido e vivido em outro lugar. A ferramenta mostra o dado como curiosidade e nunca como prova de origem.
Dá para validar uma lista inteira de uma vez? Tem limite?
Dá, é a aba Lote. Cole a coluna da planilha e ela devolve linha a linha o que passou, o que não passou e por quê, além de apontar os repetidos. Não existe limite imposto pelo site, porque nada é enviado e não há custo por documento processado. O limite real é a memória do aparelho, e listas de dezenas de milhares de linhas rodam sem travar em computador comum. Depois você copia só os válidos ou baixa o CSV com tudo.
Ferramentas relacionadas
Fontes
Os limites e formatos aplicados por esta ferramenta vêm das especificações oficiais abaixo, não de terceiros:
- CNPJ Alfanumérico, página oficial da Receita Federal Página do projeto na Receita Federal. É de onde vem a data de 31 de julho de 2026 para o primeiro CNPJ alfanumérico, a garantia de que nenhum número existente muda e o link para a Instrução Normativa 2.229/2024, que alterou a regra de formação do CNPJ.
- Perguntas e respostas do CNPJ Alfanumérico, Receita Federal O documento que traz a regra do cálculo. A pergunta 14 mostra a tabela ASCII, os pesos e o exemplo 12.ABC.345/01DE-35 com as somas 459 e 424, que é o caso usado nos testes desta ferramenta. A pergunta 45 é a que desmente a história das letras proibidas.
- Instrução Normativa RFB nº 2.229, de 15 de outubro de 2024 A norma que alterou a Instrução Normativa 2.119/2022 e criou o formato alfanumérico. É o texto legal por trás de tudo que esta página afirma sobre composição do número e cronograma.
- Simulador Nacional de CNPJ, serviço da Receita Federal Ferramenta oficial e gratuita para gerar CNPJ fictício de homologação e conferir regras de formação. Serve de contraprova: se um documento passa aqui e lá, a implementação está certa. Vale citar porque quem procura gerador para testes deve usar a fonte oficial.
- Manual de Padrões para Iniciação do Pix, Banco Central Na seção 2.5.1 o Banco Central já lista o CNPJ alfanumérico como chave Pix válida, usando o mesmo exemplo 12ABC34501DE35. Serve para mostrar que o formato novo não é assunto só da Receita e já circula em outros sistemas nacionais.
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