Converter coordenadas GPS, GMS e UTM
Converta latitude e longitude entre grau decimal, GMS e UTM, com o fuso brasileiro calculado sozinho.
No hemisfério sul o valor do Norte já vem com o falso norte de dez milhões somado, que é como toda planta brasileira escreve. Se o seu número tiver sete dígitos e começar com 7, 8 ou 9, é esse o caso.
Grau decimal
O formato que o Google Maps, o Waze e quase todo aplicativo aceitam colado.
Grau, minuto e segundo
O formato de memorial descritivo, escritura e carta topográfica.
Grau e minuto decimal
O formato do GPS de navegação e da aviação.
UTM · SIRGAS 2000
O formato de projeto de engenharia, CAR e georreferenciamento.
Os formatos de coordenada que você vai encontrar no Brasil
A mesma posição no mapa é escrita de quatro jeitos diferentes por aqui, e cada profissão prefere um. O grau decimal, como -23,5505 e -46,6333, é o que aplicativo entende quando você cola. O grau, minuto e segundo, como 23°33'01,8"S, é o que aparece em memorial descritivo, escritura e carta topográfica. O grau com minuto decimal é o que o GPS de navegação e a aviação mostram. E o UTM, com fuso, Este e Norte em metros, é o que projeto de engenharia, CAR e georreferenciamento usam.
O UTM é diferente dos outros três porque não é coordenada geográfica, é projeção. Ele corta o planeta em 60 fatias de 6 graus e projeta cada uma num plano, o que permite medir distância e área em metros direto na planta, sem trigonometria esférica. O preço disso é que o número só faz sentido junto com o fuso e o hemisfério. Um Este de 333.287 metros sem dizer o fuso não localiza nada. O Brasil ocupa os fusos 18 a 25.
Aqui a referência é o SIRGAS 2000, o sistema geodésico oficial brasileiro desde 2005. Na prática ele é o mesmo que o WGS84, que o seu GPS usa: os dois adotam raio equatorial de 6.378.137 metros e achatamentos que só divergem na décima casa decimal, o que dá menos de um milímetro no chão. Então coordenada de celular e coordenada de projeto conversam sem conversão. O que não conversa é datum antigo, como Córrego Alegre e SAD69, e o FAQ explica por quê.
Como funciona a conversão
- Cole a coordenada na caixa. Pode ser grau decimal com ponto ou com vírgula, grau minuto segundo com aspas, grau e minuto decimal, e até o endereço do Google Maps copiado da barra do navegador. A ferramenta descobre o formato sozinha.
- Confira a linha abaixo do campo, que diz o que ela entendeu. Se estiver escrito "grau, minuto e segundo" e você colou outra coisa, dá para corrigir antes de usar o resultado.
- Os quatro formatos aparecem juntos, sem precisar escolher um destino. Cada um tem seu botão de copiar do lado, e o grau decimal fica em destaque porque é o que a maioria vem buscar.
- Para ir no sentido contrário, use a aba UTM para grau. Preencha o fuso, o hemisfério, o Este e o Norte. No hemisfério sul o Norte já vem com os dez milhões somados, que é como toda planta brasileira escreve.
- A ferramenta avisa quando o ponto está longe do meridiano central do fuso, porque é ali que a deformação do UTM cresce e é comum o projeto inteiro ser levado para um fuso só.
- Se quiser conferir onde o ponto caiu, os botões abrem a coordenada no Google Maps e no OpenStreetMap em outra aba. Nada é enviado antes disso: os links só existem se você clicar.
Para que serve
- Georreferenciamento e memorial descritivo Memorial vem em grau, minuto e segundo, e o projeto precisa de UTM em metros. Converta os vértices um a um e confira o fuso, que é o campo que mais gera erro quando a propriedade fica perto da divisa entre dois.
- CAR e licenciamento ambiental O Cadastro Ambiental Rural e os sistemas estaduais trabalham em SIRGAS 2000. Se a coordenada veio do celular ou de um receptor de mão, ela já está compatível, e aqui você a coloca no formato que o sistema pede.
- Colar no Google Maps ou no Waze Aplicativo de mapa não entende 23°33'01,8"S. Converta para grau decimal, copie e cole na busca. É o caminho mais rápido para achar um ponto que veio escrito num documento ou numa placa.
- Conferir marcação de campo Voltou do campo com uma lista de pontos em UTM e quer conferir se estão onde deveriam. Converta para grau decimal e abra no mapa: fuso errado ou hemisfério trocado aparecem na hora, porque o ponto cai a milhares de quilômetros.
Perguntas frequentes
A minha coordenada é enviada para algum servidor?
Não. A conta é feita dentro do seu navegador, e nenhum número sai do aparelho. Isso pesa aqui porque coordenada é dado de localização: pode ser a sua fazenda, a sua obra ou a sua casa. Os botões de ver no mapa são links comuns, e só saem do site se você clicar neles. Enquanto você só converte, nada é enviado a lugar nenhum.
SIRGAS 2000 e WGS84 são a mesma coisa?
Para converter coordenada, sim. Os dois adotam raio equatorial de 6.378.137 metros, e o achatamento difere só na décima casa decimal, o que dá menos de um milímetro de diferença no chão. O SIRGAS 2000 é o sistema geodésico oficial do Brasil desde 2005 e é o que os órgãos exigem no nome, enquanto o WGS84 é o do GPS. Na prática, coordenada de celular e coordenada de projeto são a mesma coisa, e não existe conversão a fazer entre eles.
E se a minha planta estiver em Córrego Alegre ou SAD69?
Aí a diferença é grande e esta ferramenta não resolve. Córrego Alegre e SAD69 são datums antigos, usados no Brasil antes de 2005, e o mesmo ponto tem coordenada diferente em cada um. A diferença chega a dezenas de metros, algo entre 50 e 70 metros em boa parte do país, o suficiente para colocar uma divisa dentro do terreno do vizinho. Passar de um datum para outro exige uma transformação com parâmetros que variam por região, e não é uma conta de conversão de formato. Se a sua planta é antiga, procure o valor oficial dos parâmetros no IBGE ou use um programa de geoprocessamento que faça essa transformação.
Qual é o fuso UTM da minha cidade?
A ferramenta calcula sozinha a partir da longitude, e mostra junto o meridiano central. O Brasil ocupa oito fusos, do 18 ao 25, indo do Acre até o litoral do Nordeste. Cada fuso tem 6 graus de largura, e o número sai da conta: parte inteira de (longitude mais 180) dividido por 6, mais um. Vale lembrar que o fuso faz parte da coordenada. Escrever o Este e o Norte sem o fuso e o hemisfério é como dar um número de casa sem a rua.
Por que o valor do Norte é tão grande no Brasil?
Por causa do falso norte. No hemisfério sul o UTM soma dez milhões de metros a todas as coordenadas para que nenhuma fique negativa, já que a contagem começaria no equador e desceria. Por isso um ponto em São Paulo tem Norte por volta de 7.394.000, e um perto do equador passa de 9.900.000. No hemisfério norte esse acréscimo não existe, e o Norte é a distância real até o equador. Se o seu número tem sete dígitos e começa com 7, 8 ou 9, ele é do hemisfério sul e já está com o falso norte incluído.
A conversão para UTM é precisa?
Sim, e dá para conferir. As fórmulas usadas são as séries do Snyder, publicadas pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos, e os resultados foram comparados com o PROJ, que é a biblioteca de referência usada pelo QGIS, pelo PostGIS e pelo GDAL. Em seis pontos espalhados pelo Brasil e fora dele, a diferença ficou abaixo de um milímetro. A ida e a volta também fecham com erro abaixo do milímetro. Longe do meridiano central do fuso a projeção deforma por natureza, e nesse caso a ferramenta avisa.
Dá para colar direto o endereço do Google Maps?
Dá. Copie a barra de endereços do navegador com o mapa aberto e cole aqui. A ferramenta acha o par de números depois do arroba, que é onde o Google guarda o centro do mapa. Também funciona colar o que aparece quando você clica com o botão direito num ponto do mapa e escolhe copiar as coordenadas, que já vem em grau decimal.
Quantas casas decimais eu preciso?
Depende da precisão que você quer. Na latitude, cada casa decimal do grau vale mais ou menos dez vezes menos distância: a quarta casa fica em torno de 11 metros, a quinta em torno de 1,1 metro e a sexta em torno de 11 centímetros. Para achar um endereço, quatro casas bastam. Para marcar um vértice de propriedade, seis. A ferramenta mostra seis casas no grau decimal e centésimos de segundo no GMS, que dá precisão parecida.
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Fontes
Os limites e formatos aplicados por esta ferramenta vêm das especificações oficiais abaixo, não de terceiros:
- Map Projections: A Working Manual, USGS Professional Paper 1395 O manual de John Snyder, publicado pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos, é a referência clássica de projeções cartográficas. O capítulo 8 traz as séries da Transversa de Mercator usadas nesta página para ir de coordenada geográfica a UTM e voltar, com o fator de escala 0,9996 e os falsos leste e norte.
- SIRGAS, Sistema de Referência Geocêntrico para as Américas Site oficial do projeto que mantém o SIRGAS 2000, adotado como sistema geodésico brasileiro. É a fonte da definição do elipsoide GRS80 e da equivalência prática com o WGS84, que é o que permite dizer que coordenada de celular e coordenada de projeto são a mesma coisa.
- Resolução do IBGE que adotou o SIRGAS 2000 no Brasil A Resolução da Presidência número 1, de 25 de fevereiro de 2005, que instituiu o SIRGAS 2000 como novo sistema de referência geodésico para o Brasil e definiu o período de convivência com os datums antigos. É o documento por trás da resposta sobre Córrego Alegre e SAD69.
- Registro de sistemas de coordenadas EPSG Catálogo internacional que identifica cada sistema de coordenadas por um código. É onde os fusos UTM em SIRGAS 2000 recebem os códigos que os programas de geoprocessamento usam, e serve para conferir se o sistema declarado num arquivo é mesmo o que se espera.
- Manual NOS NGS 5, State Plane Coordinate System, NOAA Publicação da agência geodésica dos Estados Unidos com o desenvolvimento das fórmulas da Transversa de Mercator e das constantes do elipsoide. Serve de segunda referência independente para as séries implementadas aqui, e traz a discussão de precisão que justifica o aviso quando o ponto está longe do meridiano central.
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