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ConversorBrasil

Decodificar Pix copia e cola

Veja a chave, o recebedor, o valor e a verificação de integridade de um código Pix, antes de pagar.

Exemplos do Banco Central:

O que está escrito dentro de um Pix copia e cola

Aquela sequência enorme que o aplicativo do banco chama de Pix copia e cola não é criptografia, não é link e não é código secreto. É texto comum, e qualquer pessoa consegue ler. Ele segue o padrão internacional EMV para QR Code de pagamento, que o Banco Central adotou aqui com o nome de BR Code. O mesmo texto vira o quadradinho preto e branco na tela, então ler o código é a mesma coisa que ler o QR Code.

A estrutura é simples e repetitiva. Cada informação vira um bloco de três partes: dois caracteres dizendo qual é o campo, dois dizendo quantos caracteres o conteúdo tem, e o conteúdo. Um bloco pode ter outros dentro. É por isso que dá para achar a chave Pix, o nome de quem recebe, a cidade, o valor e o identificador da transação sem consultar nada nem ninguém. Está tudo escrito ali, na ordem que o Banco Central definiu.

No fim de todo código existem quatro caracteres de verificação, o CRC16. Eles são o resultado de uma conta feita sobre o texto inteiro que veio antes. Se alguém trocar uma letra que seja, a conta deixa de fechar. É a parte mais útil desta página: quando a verificação não bate, o código foi mexido ou copiado pela metade, e o aplicativo do banco vai recusar. Aqui você descobre isso antes de perder tempo.

Código Pix copia e cola sendo separado em chave, nome do recebedor, valor e verificação CRC
Cole o código e veja a chave, o nome que vai aparecer, a cidade, o valor e se a verificação de integridade confere. Nada é enviado para servidor.

Como funciona a conversão

  1. Copie o código no aplicativo do banco, no site da loja ou na mensagem que você recebeu. É aquele texto longo que começa com 0002 e costuma vir com um botão escrito "copia e cola" do lado.
  2. Cole na caixa e pronto. Não há botão de enviar nem espera: o resultado aparece enquanto você cola. Espaço a mais e quebra de linha não atrapalham, então colar de PDF ou de uma conversa funciona.
  3. Olhe primeiro para os dois cartões grandes: quem vai receber e quanto. O nome é o que o recebedor escreveu no código, e é ele que o seu banco vai mostrar na tela de confirmação.
  4. Abaixo aparecem a chave Pix, o tipo dela, a cidade, o identificador da transação e a informação adicional, quando existirem. Um código sem valor definido é normal: quer dizer que quem paga escolhe o quanto.
  5. Confira a linha do CRC16. Se estiver escrito "confere", o texto está íntegro. Se aparecer um aviso vermelho, o código foi alterado ou copiado pela metade, e vale pedir outro para quem mandou.
  6. Se quiser ver a estrutura por dentro, clique em "Ver campo a campo". A tabela mostra cada bloco com identificador, tamanho e conteúdo, do jeito que a especificação define. Serve para quem está programando integração.

Para que serve

  • Conferir para quem vai o dinheiro antes de pagar Recebeu um código pelo WhatsApp e quer saber de quem é antes de abrir o banco. Cole aqui e veja o nome, a cidade e a chave. Se a chave for um CPF ou CNPJ, dá para comparar com quem você esperava pagar.
  • Descobrir se o código foi adulterado Golpe comum é interceptar um código e trocar a chave por outra. Trocar um caractere quebra a verificação CRC, e a ferramenta acusa na hora. Código com CRC quebrado não deve ser pago em nenhuma hipótese.
  • Conciliar cobrança no financeiro O identificador da transação, o txid, é o que liga o pagamento recebido à cobrança emitida. Cole o código e leia o txid sem precisar entrar no painel do banco ou pedir para o time de tecnologia.
  • Programar integração com o Pix A tabela campo a campo mostra a árvore TLV inteira, com identificador, tamanho e conteúdo de cada bloco. É a forma mais rápida de conferir se o código que o seu sistema gerou saiu com a estrutura certa.

Perguntas frequentes

O código que eu colar é enviado para algum servidor?

Não. A leitura acontece inteira dentro do seu navegador. Nenhum caractere sai do aparelho, e isso importa muito aqui, porque um código Pix carrega chave, nome e às vezes CPF ou CNPJ de quem vai receber. Dá para conferir sozinho: abra as ferramentas de desenvolvedor do navegador, vá na aba de rede e cole um código. Nenhum envio vai aparecer.

Esta ferramenta diz se um Pix é golpe?

Não, e é importante ser claro nisso. Ela mostra o que está escrito no código e confere se o texto está íntegro. Um golpista consegue gerar um código perfeitamente válido, com CRC certo, apontando para a chave dele. O que a página faz de verdade é dois serviços: revelar para quem vai o dinheiro antes de você abrir o banco, e provar que o código foi mexido quando o CRC não fecha. Nome e chave batendo com quem você esperava pagar continua sendo a sua conferência mais importante.

O que é o CRC16 e por que ele é o campo mais importante daqui?

É uma conta feita sobre todo o texto do código, cujo resultado de quatro caracteres fica gravado no fim dele. O Manual do BR Code define exatamente qual conta é: CRC-16 com polinômio 1021 e valor inicial FFFF. Quando alguém altera qualquer caractere, o resultado muda e deixa de bater com o que está gravado. Como quem altera o código quase nunca recalcula esse número, a verificação pega adulteração e também código copiado pela metade. É o único campo capaz de provar alguma coisa sozinho.

Qual a diferença entre Pix estático e dinâmico?

O estático carrega a chave dentro dele e pode ser pago quantas vezes você quiser, com o mesmo código. É o da plaquinha do balcão. O dinâmico não traz chave: no lugar dela vem um endereço, e o aplicativo do banco vai buscar ali o valor, o nome e o identificador da transação na hora do pagamento. Por isso, num código dinâmico, o valor que aparece aqui pode não ser o valor cobrado. A ferramenta avisa quando é esse o caso, e não acessa o endereço, porque isso exigiria mandar dados para fora do seu aparelho.

Por que o código não mostra valor nenhum?

Porque o campo de valor é opcional no padrão, e muita cobrança sai sem ele de propósito. Um código sem valor é um convite para você digitar quanto quer transferir, que é o caso da chave de doação, da plaquinha de comércio e do código que alguém manda pedindo um valor combinado por fora. Não é defeito nem sinal de problema. Só significa que o valor será escolhido na hora, no seu aplicativo.

Dá para ler o QR Code em imagem em vez do texto?

Aqui não, esta página lê o texto. Mas o conteúdo é exatamente o mesmo: o QR Code de um Pix é só uma forma gráfica de guardar essa mesma sequência de caracteres. Se você tem a imagem ou o print, use o leitor de QR Code do site para extrair o texto e depois cole aqui. Os dois juntos resolvem qualquer caso.

O nome que aparece é mesmo o titular da conta?

Não necessariamente. O nome é um campo de texto livre que quem gerou o código preencheu, e ninguém verifica isso na hora de gerar. Quem confirma o titular de verdade é o seu banco, que consulta a chave no diretório do Banco Central e mostra o nome real na tela de confirmação, junto com parte do CPF ou CNPJ. Se o nome que aparece aqui for diferente do que o banco mostrar depois, é motivo forte para parar e conferir.

Serve para código de outros pagamentos, tipo boleto?

Serve para QR Code de pagamento no padrão BR Code, que é o mesmo formato do Pix e de outros arranjos brasileiros. A ferramenta mostra os campos comuns e avisa quando não encontra o bloco do Pix lá dentro. Para boleto o formato é outro, com 44 ou 47 números, e existe uma página separada aqui no site que lê a linha digitável e confere os dígitos verificadores dela.

Ferramentas relacionadas

Fontes

Os limites e formatos aplicados por esta ferramenta vêm das especificações oficiais abaixo, não de terceiros:

  • Manual do BR Code, Banco Central do Brasil A norma que define a estrutura lida por esta ferramenta. É dela que vêm a tabela 1 com todos os campos da raiz, a regra de que os identificadores 26 a 51 guardam contas de recebedor e a nota 10, que especifica o CRC-16 com polinômio 1021 e valor inicial FFFF. O exemplo da seção 2.2, com verificação AD38, é um dos casos de teste desta página.
  • Manual de Padrões para Iniciação do Pix, Banco Central do Brasil Define o que fica dentro do bloco do Pix: o identificador br.gov.bcb.pix, o campo 01 com a chave, o 02 com a informação adicional, o 03 do Pix Saque e o 25 com o endereço do código dinâmico. A seção 2.5.1 traz o formato de cada tipo de chave, usado aqui para dizer se a chave é CPF, CNPJ, e-mail, telefone ou aleatória.
  • Informe nº 6/2020, publicação da versão 2.0.1 do Manual do BR Code Comunicado oficial que publicou a versão do manual em vigor e registra a base normativa do BR Code, a Circular 3.682. Serve para datar a especificação e mostrar que ela é pública, e não um formato fechado de banco.
  • EMV QR Code Specification for Payment Systems, EMVCo O padrão internacional que o Banco Central adotou. Define a estrutura de blocos identificador, tamanho e conteúdo, a faixa de identificadores reservada para arranjos locais e a convenção de escrever três asteriscos quando não existe identificador de transação, que é o motivo de esse campo às vezes aparecer vazio aqui.
  • Padrão ISO/IEC 18004 do QR Code, na documentação do QRcode.com Referência da norma que padroniza o desenho do QR Code, citada pelo próprio Manual do BR Code. Explica por que o quadradinho e o texto do copia e cola carregam exatamente a mesma informação, que é a base do conselho de usar o leitor de QR Code do site quando você só tem a imagem.

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